quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Benetton quer encontrar o “Desempregado do Ano”

 

Benetton quer encontrar o “Desempregado do Ano”
Marca italiana desafia jovens desempregados de todo o mundo, entre os 18 e os 30 anos, a relatarem o seu “currículo do desemprego”. Os 100 projectos mais votados serão financiados com 5 mil euros
Texto de Ana Maria Henriques • 18/09/2012 - 16:07
Distribuir
Share on facebook Share on email More Sharing Services
Imprimir // A A
O "slogan" da mais recente campanha publicitária da marca de roupa convida a uma reflexão sobre o desemprego jovem. A United Colors of Benetton procura o “Desempregado do Ano” e para o encontrar lançou um concurso, aberto a jovens de todo o mundo com idades entre os 18 e os 30 anos.

A marca italiana, conhecida por apostar em campanhas polémicas, quer conhecer histórias de “currículos de desempregos”: os estudos, as capacidades e o fracasso dos jovens na hora de procurar um emprego à medida, diz o jornal espanhol El País.

Além destes relatos, a Benetton, através da Fundação Unhate, recebe projectos pessoais, dos mesmos jovens, até 14 de Outubro, desde que "em consonância com a filosofia e os valores fundamentais da Fundação Unhate", dita o regulamento. Os 100 mais votados recebem “o montante de 5 mil euros cada”, pode ler-se página da campanha. A condição é que sejam desempregados.

Para promover o concurso, a marca exibe, no site, fotografias de jovens vestidos para uma entrevista de emprego, lado a lado com uma legenda que conta a sua história. Fica-se, assim, a saber que James, de 23 anos, é um “não engenheiro de som do Reino Unido” e que Eno, de 28, é um “não actor nos EUA”. Para a Benetton, cada relato – e retrato – de desemprego é único: “1 dos quase 100 milhões de jovens com menos de 30 anos à procura de emprego”.

Na apresentação pública da campanha, que aconteceu em Londres, Alessandro Benetton, o novo presidente de marca, explicou que o objectivo é chamar a atenção para um problema social que alastra em todo o mundo. “Pela primeira vez, em muitos anos, os nossos filhos vão ter uma vida mais dura do que a dos seus pais”, cita o jornal espanhol. “Esta campanha pode parecer menos impactante do que as anteriores, mas o assunto é mais grave.”

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Stephen King junta-se a Warren Buffett: "Sou rico, aumentem-me os impostos"

Stephen King, o mestre dos livros de terror, considera que os milionários norte-americanos pagam poucos impostos e critica o sistema fiscal do país, à semelhança do que o multimilionário Warren Buffett fez recentemente.

O autor de Conta Comigo, Os Condenados de Shawshank ou o Nevoeiro, faz doações anuais no valor de 4 milhões de dólares a “bibliotecas, bombeiros, escolas e a várias organizações que apoiam as artes”, diz que paga 28% de impostos sobre o seu rendimento mas que isto não é suficiente.

“As responsabilidades nacionais na América, como a educação e a saúde, não podem depender do 1% de pessoas que faz caridade”, afirma o escritor num artigo de opinião no Daily Beast com o nome de “Tax Me, for F@%&'s Sake!”.

King considera-se um rico modesto (“baby rich”) comparado com outros milionários e afirma que o actual nível de impostos não é suficiente porque “a caridade dos ricos não resolve o aquecimento global ou baixa o preço da gasolina”.

“A maior parte dos ricos paga 28% e não dá os outros 28% do seu rendimento à caridade. A maior partes dos ricos gosta de manter o seu dinheiro”, defende. Para King, os ricos são “adorados” na América. “Não me perguntem porquê; eu também não entendo, visto que a maior parte dos ricos são aborrecidos e velhos”.

Um dos exemplos apresentados pelo escritor é do milionário republicano Mitt Romney que disse: “Sou rico e não peço desculpa por isso”. Stephen King diz que ninguém precisa de desculpas mas o reconhecimento de que Romney nunca teria conseguido chegar onde chegou se não existisse mobilidade social no país. “Tiveste a sorte de nascer num país onde a mobilidade social é possível, um assunto que Barack Obama pode falar com a autoridade da experiência, mas os canais que tornam essa mobilidade possível estão a ficar cada vez mais fechados”, escreve o autor. “Não é justo pedir à classe média para assumir uma proporção exagerada do fardo fiscal”.

Grupos de entreajuda na procura de emprego

«Ajudar e ser ajudado é a equação central», explica o presidente do Instituto Padre António Vieira, promotor do projeto com a Cáritas Portuguesa.

Lisboa, 02 mai 2012 (Ecclesia) – Uma parceria entre o Instituto Padre António Vieira (IPAV) e a Cáritas Portuguesa vai permitir combater o desemprego em Portugal, através da criação de grupos de entreajuda social para a procura de oportunidades de trabalho.

Em texto publicado no dossier desta semana do Semanário Agência ECCLESIA, Rui Marques, presidente do IPAV, organismo ligado à Companhia de Jesus, sublinha que a implementação destes núcleos solidários, um pouco por todo o país, favorecerá também o “combate ao isolamento e ao risco de depressão” entre as pessoas que ficaram “sem lugar no mercado”.

“Uma das dimensões mais descuradas na problemática do desemprego é a sua dimensão psicológica”, aponta aquele responsável, baseando-se nos estudos da Organização Mundial de Saúde que mostram “uma correlação arrepiante” entre o aumento da taxa de desemprego e o número de suicídios.

Segundo os últimos dados avançados pelo Eurostat – gabinete de estatística da União Europeia, a taxa de desemprego em Portugal ronda hoje os 15,3 por cento e atinge por igual medida homens e mulheres, sobretudo jovens a partir dos 25 anos.

A partir da criação dos GEPE - Grupos de Entreajuda na Procura de Emprego – e dos GIAS – Grupos de InterAjuda Social, da Cáritas, a sociedade ganha um “modelo simples, barato e facilmente disseminável por todo o território”, realça Rui Marques.

Cada núcleo, constituído por cerca de “8 a 12 pessoas”, irá contar com a ajuda de “dois animadores voluntários”.

As reuniões, semanais ou quinzenais, vão possibilitar aos participantes a “partilha do trabalho de pesquisa de oportunidades de trabalho e a autoformação em competências relevantes para a empregabilidade”, adianta o presidente do IPAV.

Para aquele responsável, as vantagens para os membros de cada grupo serão “óbvias”, já que estar num GEPE significa “multiplicar por dez” as “redes de contactos” de cada pessoa.

“Ao partilhar contactos, informações, pistas de oportunidades, num registo solidário os membros de cada GEPE estão a construir soluções para si e para os outros”, salienta.

Por outro lado, “a noção de que se é útil e valioso, de que se pode ajudar quem está na mesma situação de desemprego, pode ser profundamente mobilizadora”.

“Ajudar e ser ajudado é a equação central. Também para quem está em dificuldades, ser solidário na tempestade é parte da solução”, conclui Rui Marques.

O projeto está em “acelerado alargamento”, um pouco “por todo o país”, por exemplo nas regiões de Lisboa e do Porto, com o apoio de instituições anfitriãs como a Junta de Freguesia de Campolide, a Fundação S. João de Deus, o Centro de Reflexão e Encontro Universitário Inácio de Loiola e as Escolas do Torno e do Prado.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Anúncios de serviços domésticos pagos em favores sexuais crescem em França

Este tipo de anúncios têm aumentado nos últimos tempos

Uma nova tendência de anúncios de oferta de trabalhos domésticos, que dá sentido à expressão “pagamento em géneros”, está a agitar os franceses. A história, contada no jornal francês, Le Parisien, conta como está a virar moda trocar certos serviços como arranjos de canalização ou traduções e explicações em casa, por favores sexuais.

Serge, 62 anos, profissional liberal, lembra-se da primeira vez que alguém lhe propôs pagar os seus serviços de bricolage ao domicílio por sexo: “Coloquei um anúncio a oferecer-me para fazer certos trabalhos domésticos de bricolage. Recebi uma mensagem de uma senhora de 52 anos que perguntava se podia pagar-me com sexo. Aceitei e acabei por repetir em várias ocasiões”, conta à reportagem do Le Parisien.

Nos últimos tempos multiplicaram-se os anúncios do tipo: “homem efectua tarefas domésticas a troco de mimos”, ou “diplomado em ciência política dá aulas de francês, inglês, filosofia ou cultura geral a troco de carinhos de aluna maior de idade ou da mãe da aluna”. E isto está a agitar a opinião pública francesa.

Eric, de 55 anos, contou também ao Le Parisien como começou a aceitar trabalhar a troco de sexo. “A primeira cliente procurava apenas uma aventura”, confessa. As tarefas domésticas foram um pretexto para a aproximação. A segunda era uma senhora de 51 anos que vivia sozinha e que precisava mesmo de certas reparações domésticas mas que não tinha dinheiro para as pagar.”

“Tudo se resume a oferecer prazer ao mesmo tempo que se presta um serviço”, confessa outro adepto desta nova tendência de classificados de oferta de serviços. Chamado Pierre, com 56 anos. “Só quero encontrar pessoas agradáveis com quem possa partilhar experiências quentes, com respeito e algum humor”.

Os anúncios chegam a primar pela descrição como um de um homem de 44 anos, “respeitável, higiene irrepreensível, não fumador, com 1,80 metros, 85 quilos”, que troca reparações eléctricas por “mimos picantes”.

Para sociólogos e antropólogos ouvidos pela reportagem do Le Parisien esta nova tendência nasce de tempos de crise e de precariedade financeira, de uma altura em que o corpo é visto como uma fonte possível de rendimento, em última análise. Mas apontam a prática como mais uma forma de prostituição, mais segura do que a rua e sem envolver dinheiro, mas prostituição na mesma.

Fonte:

http://www.publico.pt/Sociedade/anun...franca_1468287

 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

17 falências por dia em Portugal

17 falências por dia em Portugal

Mais de 1.600 empresas já fecharam as portas este ano

Só desde o início deste ano foram já à falência 1.650 empresas em Portugal. Uma média de 17 por dia.

Os dados, do Instituto Informador Comercial, e compilados pelo «Diário de Notícias», revelam uma subida de 45% face ao mesmo período do ano passado.

Entre as razões de tanta falência destacam-se as dificuldades de financiamento e a queda de consumo em Portugal.

A região mais afetada é o Norte. Só no distrito do Porto, fecharam mais de 400 empresas e no de Braga mais de 220.

Por setores, a construção e o comercio são os mais afetados, e juntos representam metade das falências.

Os setores onde não há falências e até há vagas por preencher

No entanto também há exceções. Segundo o «Diário de Notícias» deste domingo de Páscoa, são 25 os sectores que, até agora, ainda não registaram qualquer insolvência. As telecomunicações são um desses casos. 

Apesar de o desemprego não parar de atingir valores nunca vistos em Portugal, em especial entre os jovens, há setores com lugares por preencher, como é o caso da metalurgia e metalomecânica, avança o «Jornal de Notícias».

Treze núcleos do Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica (CENFIN) são a «sorte» dos alunos que ali se preparam para o mercado de trabalho: 90% dos formandos têm emprego garantido. 

Os restantes 10% optam por prosseguir os estudos. Ainda assim, a indústria tem falta de mão de obra qualificada. 

Sobram as vagas, faltam os candidatos, num país com um escandaloso desemprego jovem.

terça-feira, 3 de abril de 2012

The surprising truth about what motivates us

Inovador, eficiente, sustentável e muito apetecido, assim é este… Como lhe hei-de chamar? Casulo modular? Escritório volante? Ilha de trabalho?

O OfficePOD inaugura uma nova geração de trabalho em casa. É fornecido com todo o equipamento necessário para um ambiente de trabalho: secretária, arrumação, iluminação, ventilação e aquecimento. É entregue sob a forma de componentes para poder ser transportado e montado em qualquer local.

Uma das grandes vantagens da utilização do Office POD em relação ao escritório tradicional é a redução de CO2 em 63%. Só boas razões para tornar-se empresária em nome individual.

http://www.officepod.co.uk/

 

Hoje fiquei revoltado

segunda-feira, 2 de abril de 2012

DESABAFOS...PERANTE ESTA POUCA VERGONHA!!!!!



Por Portugal
"Em nome dos cortes salariais e do roubo, do subsídio de férias e Natal, vamos circular este apelo que ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA! E PORQUE NÃO, EM PORTUGAL?

Exigimos:

Reduzir os salários de TODOS os cargos políticos em 50%.

Retirar TODOS os subsídios, abonos ou subvenções. Apenas poderão auferir o salário.

Limitar o salário dos cargos políticos, ao valor de 5 salários mínimos (+/- 2.500 ? ?)

Apenas poderão auferir UM salário.

Reforma para os políticos aos 65 anos de idade, como todos os outros portugueses.

ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA!

Vamos fazê-la circular em PORTUGAL....MUITAS VEZES, tantas quantas as necessárias...
 
Um  dos Motivos porque o Governo se tornou fiador de 20 mil  milhões de euros de transações intra bancárias......???
Os de hoje, vão estar como gestores de Banca amanhã,  pois os de ontem, já estão por lá hoje.
Correto???? Se  pensa que não, vejamos:

EIS A LISTA :

Fernando Nogueira:

Antes -Ministro da  Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

-------------------------------------------------------------

Rui  Machete:  (AGORA NINGUÉM O OUVE)

Antes - Ministro dos Assuntos  Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do  BPN; (o banco falido) e Presidente do Conselho Executivo da  FLAD

------------------------------------------------------------------------------

Paulo Teixeira Pinto:  (o tal que antes de trabalhar já estava reformado)

Antes - Secretário  de Estado da Presidência do Conselho de  Ministros, depois  Presidente do BCP (Ex. - Depois de  3 anos de 'trabalho', Saiu com 10 milhões de  indemnização !!! e mais 35.000EUR x 15 meses por ano até   morrer...)
Agora - Novo administrador da Comissão Executiva da EDP

----------------------------------------------------------------------------

Celeste Cardona: (a tal que só aceitava o lugar na Biblioteca do Porto se tivesse carro e motorista às ordens - mas o vencimento era muito baixo)

Antes -  Ministra da Justiça, depois vogal do CA da CGD
Agora - Nova administradora da Comissão Executiva da EDP

------------------------------------------------------------------------------

José Silveira Godinho:

Antes - Secretário  de Estado das Finanças
Agora - Administrador do  BES

--------------------------------------------------------------------------------

João de Deus Pinheiro: (aquele que agora nem se vê)

Antes - Ministro da  Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA  do Banco Privado Português (O TAL QUE faliu...).

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Elias da  Costa:

Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -
Agora - Vogal do CA do  BES

--------------------------------------------------------------------------------------------------
Armando Vara: (AQUELE A QUEM O SUCATEIRO DAVA CAIXAS DE ROBALOS)

Antes - Ministro adjunto do   Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do  BCP  (demissionário a seu pedido, antes que levasse um chuto no ...)
------------------------------------------------------------------------------------

Ferreira do Amaral: (O ESPERTALHÃO, QUE PREPAROU O TERRENO)

Antes - Ministro das  Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.

------------------------------------------------------------------------------------
Eduardo Catroga:

Antes - Foi Vice Presidente da Quimigal, Presidente do CA da SAPEC e Ministro das Finanças do 12º Governo de Cavaco Silva
Agora - Novo Chairman da EDP, que acumula com Administrador não Executivo da NUTRINVESTE e do BANCO FINANTIA (não prescinde de receber todas as reformas e pensões a que tem direito)

etc etc etc...

O que é isto  ?

É Portugal no seu esplendor  .

...e depois até querem que se  declarem as prendas de casamento e o seu valor.

Já é tempo de parar esta canalha nojenta !
Não te cales, DENUNCIA!

Passa este e-mail,  fá-lo circular  por Portugal.

Sabe quem é que tem a culpa desta roubalheira?
É você, sou eu, somos todos nós, que permitimos todas estas situações.
Como é que estes gatunos ainda nos pedem sacrifícios?
Será que continuamos a ser, como dizia um monarca português, um País de bananas governados por ladrões....


domingo, 1 de abril de 2012

PT: Comissão executiva recebe 5,7 milhões em salários

A comissão executiva da Portugal Telecom (PT) recebeu no ano passado um total de 5,7 milhões de euros em remunerações, dos quais 3,3 milhões de euros respeitam a componente fixa, segundo o relatório e contas da operadora.

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na noite de sexta-feira, a PT refere que em 2011, a comissão executiva, liderada por Zeinal Bava, auferiu 5,7 milhões de euros, com a componente salarial fixa a representar 3,3 milhões de euros, enquanto que a parte variável foi de 2,3 milhões de euros.

No período em análise, o presidente executivo, Zeinal Bava, teve uma remuneração de 1,35 milhões de euros, dos quais 695 mil euros correspondem ao salário fixo, enquanto que a componente variárel é de 660,9 mil euros.

"A remuneração variável anual paga durante o exercício de 2011 refere-se ao desempenho dos administradores executivos no exercício findo em 31 de dezembro de 2010", adianta a PT no relatório e contas do ano passado.

O presidente do conselho de administração, Henrique Granadeiro, auferiu 617,8 mil euros no ano passado.

As remunerações da comissão executiva, comissão de auditoria e conselho de administração totalizaram os 7,6 milhões de euros em 2011.

Novas regras para trabalhadores dependentes

As novas regras para atribuição do subsídio de desemprego aos trabalhadores dependentes entram hoje em vigor, apesar de a legislação que abrange os trabalhadores independentes entrar em vigor apenas a 1 de julho.

As novas regras de atribuição do subsídio de desemprego foram aprovadas pelo Governo em conselho de ministros a 19 de Janeiro.

Eis as principais alterações para a atribuição desta prestação social:

- Redução da duração do subsídio de desemprego para 18 meses, embora se admita o alargamento até aos 26 meses para quem tenha mais de 50 anos;

- Período mínimo de concessão do subsídio de desemprego vai passar de nove para cinco meses;

- Criação de um regime «transitório e excepcional de apoio aos desempregados com filhos» com uma majoração de 10 por cento do montante do subsídio de desemprego para casais e famílias monoparentais com filhos a cargo;

- Redução do tempo de trabalho necessário para aceder ao subsídio de desemprego de 15 para 12 meses (450 para 360 dias);

- Quem tenha menos de 30 anos e tenha efectuado descontos pelo menos durante 450 dias tem direito a receber o subsídio de desemprego durante 270 dias;

- Alargamento da atribuição do subsídio a trabalhadores independentes que recebam 80 por cento ou mais do seu salário através de uma única entidade; de acordo com o decreto-lei publicado a 15 de Março em Diário da República, o tempo de trabalho dos independentes terá de ser de 720 dias para que possam aceder a esta prestação social. Na proposta inicial, levada à concertação social em Dezembro, o Governo previa que o tempo mínimo de descontos obrigatório seria de 12 meses;

- No que diz respeito ao montante do subsídio [para os independentes], a legislação publicada prevê que o valor dependa do «escalão base de incidência contributiva em que o beneficiário se encontra posicionado à data da cessão de contrato de prestação de serviços».

Desemprego jovem já está acima de 40% em duas regiões

Há duas zonas do país em que quase metade dos jovens não consegue encontrar emprego, um cenário que se aproxima do que se vive em Espanha ou na Grécia.

Na Madeira, a taxa de desemprego jovem estava em 45,3% no último trimestre do ano passado, e no Algarve atingiu 41,1%. As duas regiões têm em comum a dependência do turismo e da construção, dois sectores cujas perspectivas de negócio estão em baixa.

A nível nacional, um terço dos jovens está sem emprego, mas o cenário varia de região para região. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o problema torna-se mais intenso à medida que se viaja para Sul e arquipélagos. No Norte e Centro o país, as taxas de desemprego jovem são de 32,9% e de 34,7%, respectivamente. Em Lisboa sobe para 37,5%, e no Alentejo para 38,7%.

Nos Açores, a taxa de desemprego jovem também está acima da média, mas os recordes surgem na Madeira e no Algarve. Henrique Albergaria, docente da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, especializado em economia regional, assinala que as duas regiões se especializaram nos serviços turísticos, que condicionam grande parte das outras actividades económicas ali instaladas. «São regiões onde há também muita construção dependente das expectativas em torno da actividade no turismo», refere o economista.

Embora 2011 tenha sido positivo para o turismo, com o aumento das receitas do sector, o final do ano já ficou marcado por uma quebra na actividade. O último mês de 2011 foi o pior Dezembro dos últimos 16 anos para a hotelaria algarvia, por exemplo, com uma taxa de ocupação média de apenas 20,3%.

Além disso, as expectativas para 2012 são de contracção da procura interna e de recessão noutros parceiros europeus, o que deverá originar menos turistas a visitar o país. Como explica Henrique Albergaria, as empresas nestas regiões, nomeadamente as de construção «só contratam se houver expectativas positivas de melhoria da actividade no turismo». Assim, muitas estão actualmente a restringir novas contratações ou mesmo a eliminar postos de trabalho.

Apesar do elevado desemprego jovem no Algarve e na Madeira, Henrique Albergaria entende que não é caso para serem delineadas programas de políticas públicas específicas para estas regiões. O Estado deve preocupar-se em facilitar a vida às empresas, nomeadamente através da diminuição dos encargos das entidades patronais e da flexibilização da legislação laboral. «Pode ter um efeito benéfico na contratação», sustenta.

Na semana passada, o Banco de Portugal divulgou um estudo no mesmo sentido, no que respeita a legislação laboral. Da autoria dos economistas Mário Centeno e Álvaro A. Novo, o estudo sustenta que a introdução de um contrato único de trabalho – que substituiria os contratos a prazo e os vínculos sem termo, por exemplo – permitiria «dispersar de forma mais uniforme os custos do ajustamento entre todos os trabalhadores». Ou seja, permitiria mitigar o que se designa de segmentação do mercado, em que os trabalhadores mais velhos estão mais protegidos no emprego, e os mais novos expostos à precariedade e desemprego.

 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Como melhorar sua produtividade

Movimentos de precários apelam à manifestação da Geração à Rasca

O PODER DA QUEIXA: Reportagem Sapo.pt sobre a "geração à rasca" e os movimentos de precárias/os

MaydayLisboa: PSD apresenta programa PIEGAS para a emigração

FALSOS RECIBOS VERDES NA REDITUS (serviço de call-centre para Vodafone e Worten)

O FERVE divulga um testemunho que nos chegou, denunciando a situação de precariedade e falsos recibos verdes que é vivida pelos/as trabalhadores/as de um call-centre, em Castelo Branco.

Estas pessoas prestam serviços à Reditus que, por sua vez, presta serviço à Vodafone e à Worten Espanhola.

Fizemos chegar este testemunho à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), a todos os partidos políticos com assento parlamentar e também à Câmara Municipal de Castelo Branco. Aguardamos respostas. 

-------------

"A Entidade Empregadora é a Reditus (Quinta Pires Marques, Castelo Branco) que presta serviços para a Vodafone e para a Worten espanhola. 

Sei que a contrato têm apenas um grupo de funcionários que entraram nas primeiras formações; os supervisores também têm contrato, mas só passados seis meses de função! 

Os trabalhadores têm horários fixos (por exemplo, trabalham das 09-18h de Segunda a Sexta ou aos fins de semana, conforme a linha) e têm de picar o ponto no sistema informático. Alguns passam de comunicadores a formadores mas permanecem a recibo verde e continuam a ser polivalentes na função. Todo o trabalho é desenvolvido nas instalações da empresa. Do pessoal que lá trabalha, quase todos têm rendimentos provenientes apenas desta entidade. Muitos deles já têm que fazer retenção na fonte e pagar Segurança Social (por terem passado o período de isenção) e nem fazem ideia do rombo que vão ter no fim do mês. 

Faz-me confusão é como é que com tanto cruzamento de informação, a Segurança Social e as Finanças não percebem que a malta tem 100% do honorários duma mesma empresa todo o ano e quase todos os meses vão lá jovens abrir actividade!

A ACT esteve lá em Janeiro, mas quem foi chamado foi escolhido a dedo e teve uma formação ultra-rápida sobre o que dizer! 

Já se fala que o presidente da Câmara está a fazer pressão para que seja cumprido o contrato inicial que penso que referia que metade dos funcionários tinham de estar a contrato! No entanto, do falar à acção ainda falta muito."

ACTUALIZAÇÃO: Na sequência desta denúncia, o Bloco de Esquerda endereçou um pergunta ao Ministério do Trabalho, bem como o PCP.

EM MENOS DE 1 ANO, PEDRO MOTA SOARES MUDA DE OPINIÃO...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Nem todos somos extraordinários no trabalho

Empregados extraordinários: é uma categoria a que nem todos chegam, escreve Jeff Haden.

Os bons funcionários são de confiança, pró-activos, diligentes ou excelentes líderes. Tem uma série de qualidades facilmente identificáveis, mas difíceis de encontrar. Mas a verdade é que poucos atingem o nível seguinte, de empregados extraordinários. 
Esta é a categoria mais rara, que as empresas valorizam e que os faz ter um impacto decisivo na performance empresarial. Fique a saber então as oito qualidades destes trabalhadores extraordinários, compiladas por um dos gurus na matéria, Jeff Haden.
1. Não precisam de grandes explicações. Quanto mais pequena é a empresa, mais importante é que os funcionários pensem por si, que se adaptem rapidamente às novas prioridades e, dê por onde der, realizem as tarefas a seu cargo. Quando um projecto está em risco, o empregado extraordinário sabe, sem que lhe digam, que existe um problema e tenta solucioná-lo. Mesmo que essa não seja a sua função.
2. São excêntricos. Os melhores funcionários são sempre um nadinha diferentes, às vezes irreverentes, sem receios de serem pouco usuais. Podem parecer um pouco estranhos, mas de uma forma agradável, até porque agitam as coisas, fazem do trabalho algo mais divertido e transformam um grupo de remediados numa máquina em plena laboração. As pessoas que não têm receio de serem diferentes obviamente que esticam a corda ao limite e desafiam o status quo. Mas, regra geral, têm as melhores ideias.
3. Sabem quando parar. As personalidades menos usuais são mais divertidas, até deixarem de o ser. Quando um surge um grande desafio ou uma situação se torna stressante, os melhores empregados deixam de lado o individualismo e começam a trabalhar em equipa. 
Têm a noção de quando devem brincar e de quando devem ser levados a sério, quando é altura de ser irreverente ou conformista e quando ser desafiador ou recuar. É uma equilíbrio difícil, mas há alguns, poucos, que conseguem trilhar esse caminho com facilidade.
4. Elogiam em público. Um elogio do patrão sabe bem. Vindo dos nossos pares é excelente. Os empregados extraordinários reconhecem as contribuições dos outros, especialmente em grupos onde o impacto das suas palavras é maior.
5. Queixam-se em privado. Todos os chefes desejam que os empregados exponham os seus problemas laborais, mas há alguns que são melhor tratados em privado. Os funcionários extraordinários abordam as chefias antes de uma reunião para falarem de um assunto mais sensível, ao contrário dos restantes que aproveitam as reuniões gerais para colocar determinadas questões. O que pode degenerar numa tempestade.
6. Falam quando os outros se calam. Há funcionários que se inibem de falar nas reuniões. Alguns hesitam falar mesmo em privado. Os extraordinários têm um sentido inato para perceberem as preocupações dos que os rodeiam e colocam na mesa os assuntos realmente importantes no momento exacto.
7. Gostam de provar que os outros estão errados. A motivação própria, não raras vezes, provém do desejo de mostrar que os outros estão errados. Educação, inteligência e talento são importantes, mas os empregados extraordinários são guiados por algo mais profundo e pessoal do que apenas o desejo de fazer um bom trabalho.
8. Estão sempre insatisfeitos. Há pessoas que raramente se sentem satisfeitas, no bom sentido. Estão sempre à procura de algo para melhorar o processo de trabalho, não porque seja isso que se espera deles, mas porque não conseguem evitá-lo.

"As pessoas têm medo de fazer networking para arranjar emprego"

A crise económica e o desenvolvimento de novas tecnologias mudou a forma como as empresas contratam e como as pessoas procuram emprego.

O estratega de carreiras britânico John Lees, autor de How to Get a Job You'll Love and The Interview Expert, considera que nos últimos anos tem se vivido uma grande alteração no mercado de trabalho e dá sete dicas simples sobre como arranjar trabalho em entrevista à Harvard Business Review.

“Existem empregos e as pessoas encontram trabalho, mas existem verdadeiras dificuldades para as pessoas arranjarem trabalho em certos sectores. Geralmente falando, demora mais agora arranjar emprego e arranjar o emprego ideal do que há quatro anos atrás”, explica John Lees.

7 dicas simples para arranjar trabalho
1 - Saia de casa e fale com as pessoas
No início dos anos 90 não existiam telemóveis e as pessoas que procuravam emprego tinham que ficar em casa, perto do telefone se este tocasse. Agora o uso de telemóveis é generalizado e estas questões não se colocam. Normalmente, as pessoas têm tendência para ficar em casa a procurar ofertas de emprego e enviar currículos o que pode-se assemelhar como um emprego, apesar de não ter remuneração.

John Lees é contra este princípio e aconselha as pessoas a saírem de casa durante o dia, deslocarem-se aos locais e falar com as pessoas cara-a-cara. O trabalho no computador fica sempre para o final do dia.”É um princípio simples e estamos sempre a lembrar os clientes para fazer isto diariamente”.

2 - Não agarre a primeira oferta 
Ao procurar emprego ao fim de algum tempo existe sempre o risco de saltar para a primeira oferta que surgir e isto pode ser um grande erro: “Se aceitarmos um trabalho que exige menos do que as nossas capacidades e experiências, onde não nos sentimos preenchidos, existe um grande risco de não ficarmos nele durante muito tempo e isso vai ser algo difícil de explicar numa entrevista daqui a quatro ou cinco anos”.

John Lees afirma que “todo o trabalho é compromisso e é necessário encontrar um equilíbrio entre o que o empregador pretende de nós e o que nós temos para lhe oferecer. Assim, é preciso trabalhar de uma forma inteligente e não dura”. Para ter sucesso no envio de currículos e em entrevistas, o guru aconselha a “fazer as coisas de modo diferente, bem pensadas, criativas, e mudar ou modelar as regras e a sua direcção”.

3 - Networking
Todos falam de networking mas ninguém sabe o que é afirma John Lees. “Um dos primeiros conselhos que se dá a quem procura trabalho é fazer networking mas, primeiro, as pessoas não tem ideia do que e, em segundo lugar, tem medo de fazê-lo. Como conselho é inútil”.

Temos ideias erradas do que é o networking. “É seguir a curiosidade, encontrar oportunidades para falar com alguém e isso pode ser falar com pessoas que conheça e começar a construir uma relação de forma a ter uma oportunidade de falar então com pessoas que tem empregos que consideremos interessantes. E assim podemos desenvolver um sentido de networking apurado mais tarde de forma a colocarmo-nos em frente a um importante decisor e então falar com ele” para o impressionar.

Para John Lees, cerca de 67% das pessoas que procuram trabalho podem fazer networking mas não sabe por onde começar. “Foque-se nas outras pessoas e não em si. Tente descobrir o que as outras pessoas estão a fazer”.

4 - Mensagem bem definida
Um currículo pode ter informação em excesso e John Lees relembra que se alguém nos recomendar vai simplesmente falar sobre três ou quatro aspectos nossos. No final duma entrevista, o entrevistador também só se vai lembrar de umas quantas características do candidato. O ideal é limitar a informação.

“Um dos exercícios que uso com os meus clientes é: digo para pousar o currículo em cima da mesa e digo ‘fale comigo durante uns minutos sobre o que gostava que alguém se lembrasse  sobre si’. As pessoas começam pelas suas qualidades pessoais mas normalmente vão ser lembrados por: competências especiais, conhecimento do sector, know-how, ligações particulares, a abordagem particular”.

Comece por aí, isto demora três ou quatro minutos. “Depois pergunto, onde é que esta informação aparece nas primeiras 50 palavras do seu currículo? Tem que ter isso focado em toda a sua comunicação. Nos e-mail, nos currículos, nas conversas com as pessoas”. É importante estar sempre a transmitir esta informação.

5- O que é que é pior para os empregadores? Longo período de desemprego ou vir duma empresas com má reputação?
 “As pessoas ficam sempre admiradas quando estas perguntas surgem e elas são as mais previsíveis”. Deve saber que vai ser questionado sobre isto ou corre o risco do empregador já ter formado a sua opinião sobre estes assuntos.

Se não lidar com isso, isto vai afectar o empregador durante o processo de decisão para escolhe-lo ou não. Tem que descrever o elefante na sala antes que alguém o faça. Antecipe-se a estas questões antes que alguém o faça. “Uma entrevista é uma oportunidade única” , afirma John Lees. Treine respostas simples.

6 - Mudar de sector 
“É sempre difícil mudar de sector em particular se mudar de cargo”. No actual mercado de trabalho os empregadores tendem a procurar pessoas que já ocuparam o mesmo cargo. Se houver alguma mudança na política de contratações em determinada empresa deve aproveitar isto a seu favor, explica o guru.

“Gaste algum tempo em encontros com pessoas que trabalham no sector para o qual se quer mudar”. “Aprenda a linguagem, aprenda o que é o sucesso, aprenda como é que uma pessoa do sector se comporta. Assim quando chegar a uma entrevista passa uma imagem de conhecimento sobre o sector e que tem um grande potencial para a empresa.

7 - Lidar com a rejeição 
Devemos levar isto a sério. “Vendermo-nos é mais difícil do que vender um produto ou serviço” afirma John Lees. O não está sempre garantido. Quando se candidata a algum emprego fora da sua área ou para a qual não tem competências adequadas não deve ficar frustrado por ter sido rejeitado ou por não ter sido aceite.

 

 

Procurar emprego pode ser deprimente. Como lidar com a frustração

dd

Se está à procura de um emprego neste momento, o certo será que levará mais tempo a encontrá-lo do que gostaria. O culpado não é só a recessão — os portais de emprego tornaram o processo de candidatura mais fácil, por isso agora é norma que centenas de curricula de todo o mundo persigam o mesmo cargo. Com esta quantidade de atividade, a procura de emprego tornou-se mais uma maratona do que uma corrida de velocidade.

E como a procura de emprego demora mais por haver tantas pessoas sem trabalho, muitas delas inevitavelmente estão frustradas, e até mesmo desoladas, com isso. Muitos empregadores usam sistemas automáticos para reduzir o número de curricula, o que torna o processo mais impessoal e mais difícil de ultrapassar.

Então, como se poderá manter positivo neste tipo de ambiente tão duro? Coloquei esta questão a várias pessoas, incluindo Lila, uma profissional de marketing grega à procura de emprego em Atenas (que tem de ser uma das demandas mais difíceis por aí).

O melhor conselho que Lila deu foi gerir os sentimentos. Tornar-se negativo, cético, ou deprimido só funcionará contra si. Segundo Lila, quando ficamos zangados connosco próprios, isso nota-se. Não acredite que poderá fingir facilmente energia e entusiasmo. A maior parte dos entrevistadores perceberá os seus sentimentos verdadeiros.

Faça uma gestão ativa dos seus sentimentos para estar verdadeiramente feliz, focado e com energia. É certo que isto não é fácil, especialmente para os milhões de desempregados de longa duração. Aqui ficam algumas mudanças que deverão ajudar nesta cultura de rejeição:

Seja o seu próprio (bom) chefe. Como procurar emprego é, na realidade, um emprego a tempo inteiro por si só, chefie-se a si próprio adequadamente. Os maus chefes nunca estão satisfeitos, estabelecendo objetivos impossíveis e punindo depois as pessoas por não os alcançarem. Em vez disso, estabeleça objetivos semanais razoáveis para networking, procurar ou candidatar-se a empregos. Recompense-se a si próprio por atingir os seus objetivos ou fazer algo difícil. E nunca se castigue por fazer coisas erradas ou não fazer o suficiente, o que um mau chefe faria. As pessoas à sua volta também devem ser bons chefes — incentive-as a apoiarem-no.

Não fique parado, faça alguma coisa. Isto significa sair de casa. Faça um curso. Entre para um grupo profissional — estes geralmente têm vantagens especiais para membros desempregados. Torne-se voluntário. Faça algumas das coisas que tem pendentes. Faça qualquer coisa que o leve a sair de casa, lhe ensine algo de novo, o faça relacionar-se com pessoas novas e talvez se torne uma nova linha no seu curriculum.

Seja “multitarefas” — não ande numa montanha-russa. A maioria das pessoas apostam tudo num só sítio e deixam de procurar outros empregos depois de terem ido a uma entrevista. Mais tarde, se não conseguem o emprego, ficam ainda mais desanimadas. Têm então que travar uma batalha ainda mais difícil para se sentirem novamente motivadas. Chamo a isto a abordagem da montanha-russa — à medida que as perspetivas de uma só opção darem certo sobem e descem, o mesmo acontece com as suas emoções, o que eu normalmente desenho desta forma:

Mas quando continua à procura de emprego até realmente conseguir uma proposta, não ficará tão deprimido se não conseguir um ou vários dos empregos, porque ainda tem outras opções à sua espera. E não terá de iniciar todo o processo de novo:

Mantenha uma rotina. Faça uma gestão do seu tempo como se estivesse a trabalhar. Tenha um horário regular para procurar novas vagas, fazer o seu seguimento e para se oferecer como voluntário. Faça exercício — você vai parecer e sentir-se melhor. Um horário diário e semanal dar-lhe-á a estrutura que lhe permitirá ter uma sensação de realização.

Vou dar à Lila a última palavra sobre como manter-se positivo durante a procura de emprego. "Lembre-se das pessoas que o amam e que você também ama. Esta aceitação positiva de amar e ser amado cria milagres. É um abraço imenso de proteção quando você precisa verdadeiramente de se sentir seguro e enquanto está no meio da tempestade."

 

7 erros ao procurar trabalho na net

Quando uma empresa lhe interessa, a primeira coisa que faz é pesquisar por ela no Google, mas atenção: as empresas fazem o mesmo consigo.

Não cuidar da imagem, entregar um currículo incompleto ou descuidar a abordagem offline são alguns dos erros cometidos por quem procura trabalho.

A procura de emprego ou de novo emprego requer o máximo de atenção e de preparação. O Expansíon compilou sete dos maiores erros que os profissionais cometem quando procuram trabalho através da internet.

1 – Perfil incompleto 
O seu perfil nas redes sociais profissionais e nos sites de emprego deve estar preenchido a 100%, tal como a sua versão em papel. As empresas não perdoam que este esteja incompleto e que os campos dos perfis estejam preenchidos como se fossem um telegrama. Um perfil incompleto só revela uma coisa sobre si: desinteresse. O que levar a um só resultado: ser riscado da lista imediatamente.

2 – Participar só por participar em processos de selecção
A rapidez dos dedos permite que se candidate a todas as ofertas que encontra mas este caminho não é o correcto. Só se deve candidatar às que se encaixam no seu perfil. Candidatar-se a ofertas de trabalho cujos requisitos não cumpra é um dos grandes erros.

3 – Não cuidar da sua imagem na internet
Quando uma empresa lhe interessa, a primeira coisa que faz é pesquisar por ela no Google, mas atenção: as empresas fazem o mesmo consigo. Cuide da sua reputação online, tenha cuidado com o que partilhe, com o que comenta, onde comenta, as fotos em que aparece ou os seus tweets e retweets.

Reveja a sua configuração de privacidade regularmente nas redes sociais em que está inscrito. É recomendável que só os seus amigos tenham acesso à sua informação pessoal.

4 – Não ser activo
Estar registado em todas os sites de emprego e nas redes sociais profissionais, ter um bom currículo, ter o perfil completo e ter acrescentado a sua melhor foto é um bom principio, mas estes são só os primeiros passos.

Se quer um novo emprego, tem que encarar a sua procura como um segundo trabalho, com uma dedicação religioso. Consulte as ofertas de emprego diariamente, para conhecer em detalhe as oportunidades que existem, em que empresas e em que sectores.

Adapte o seu perfil às necessidades do mercado, faça workshops e formações regularmente para se manter a par das novidades e interaja com as empresas.

5 – Aceitar contactos desconhecidos
Para a procura de emprego é essencial utilizar a rede de contactos, que podem informar-te das oportunidades profissionais e recomendá-lo internamente nas empresas em que trabalham. Cultive a sua rede de contactos, mas somente com contactos reais, ou seja, aquelas pessoas que podem falar de si e que o conhecem pessoalmente e profissionalmente.

6 – Não aproveitar as oportunidades oferecidas por um currículo online
Aproveite as oportunidades de espaço oferecidas por um currículo virtual para contar mais sobre si. Quanto mais informação tiver o seu perfil, mais oportunidades tem para ser encontrado pelas empresas.

7 – Descartar o real, o offline
A probabilidade de conseguir um novo emprego pela internet cresce cada vez mais todos os dias, mas apesar disso não deve descartar a procura de trabalho no mundo real. Fale com os seus amigos e familiares e avise que procura emprego e consulte os anúncios nos jornais, pode ser que não surja uma oportunidade imediatamente mas toda a ajuda e todas as formas de procurar emprego são importantes.

 

As comissões cobradas no crédito

Taxas de juro sobem nos cartões de crédito

A variável que mais pesa na escolha do crédito é a taxa de juro, conhecida como taxa anual nominal (TAN). Esta deveria refletir o custo do empréstimo para o consumidor. Mas a multiplicidade de comissões exigidas pelas instituições de crédito no início e ao longo do contrato contribui de forma decisiva para o encarecimento do empréstimo.

Não é de estranhar, por isso, que as instituições sejam obrigadas a divulgar a taxa anual efetiva (TAE), no crédito hipotecário, e a taxa anual de encargos efetiva global (TAEG), no crédito ao consumo. Além dos juros, estes indicadores contabilizam outras despesas, como as comissões e os seguros, traduzindo o custo real do empréstimo.

A cada cabeça sua sentença

A DINHEIRO & DIREITOS voltou a analisar os principais encargos associados ao crédito ao consumo e concluiu que existe uma multiplicidade de designações para comissões com a mesma natureza. A comissão de processo, por exemplo, tanto pode chamar-se estudo e montagem, como abertura, dossiê, contratação, formalização, etc. Independentemente do nome, estas comissões são pagas à cabeça e referem-se à criação de um novo processo.

Assim, não faz sentido que os bancos lhes atribuam diferentes títulos: além da confusão, dificulta a comparação pelo consumidor. Outro problema é a existência de mais do que uma comissão associada ao processo de crédito. Alguns bancos, como a Caixa Geral de Depósitos, o Santander Totta, o Barclays e o Banco Popular, cobram uma comissão de formalização além da de dossiê. "É apenas mais uma forma de dissimular um encargo que o consumidor tem de pagar para concretizar a operação de crédito, o que não abona muito a favor da transparência", critica João Fernandes, responsável pelo estudo. O Banco Espírito Santo e o ActivoBank são os únicos que não pedem qualquer comissão de entrada no crédito pessoal. O Santander Totta, pelo contrário, é o mais exigente: cobra 191 euros para um empréstimo de 5 mil euros.

Modesta contribuição mensal

Além das comissões iniciais, 6 bancos exigem comissões periódicas, que acompanham o pagamento da prestação: Caixa Geral de Depósitos, Millennium bcp, Santander Totta, Banco Popular, Crédito Agrícola e Activo-Bank. A maior parte designa-a como comissão de processamento da prestação, mas também há quem lhe chame comissão de gestão.

Tratando-se de um procedimento informático sem custos acrescidos para o banco, o valor desta comissão é desajustado do ato em si (atinge € 1,72 no Banco Popular). Esta despesa só constitui um encargo para a instituição se houver necessidade de enviar uma comunicação escrita ao consumidor. Como tal, deveria ser-lhe dada a possibilidade de escolher uma via alternativa para aceder ao extrato bancário (e-mail, por exemplo), sem custos acrescidos.

Por outro lado, o custo de envelopagem e envio de um aviso de pagamento de prestação é bastante inferior a € 1,50, valor médio cobrado.